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Publicado em 07/11/2010

Destaque da Semana: Paysandu Sport Club

A equipe em destaque desta semana é o Paysandu Sport Club do Pará.

Paysandu Sport Club

O Paysandu Sport Clube é um clube brasileiro de futebol e basquete, da cidade de Belém, capital do estado do Pará. Bastante conhecido como Papão da Curuzu, pelo fato de fazer os demais clubes correrem de medo do seu Estádio Leônidas de Castro (Curuzu). Foi 44 vezes campeão Paraense, bicampeão do Campeonato Brasileiro da Série B, campeão da Copa Norte e campeão da Copa dos Campeões em 2002, o que lhe valeu ser o único clube do Norte do País a participar da Copa Libertadores da América.

História

Fundação

O Paysandu foi fundado no dia 2 de fevereiro de 1914 após um desentendimento com diretoria da Liga Paraense de Foot-Ball (atual Federação Paraense de Futebol). A briga foi ocasionada pela não-anulação da partida Norte Club 1 x 1 Guarany, realizada em 15 de novembro de 1913, cujo resultado deu ao Grupo do Remo (atual Clube do Remo) o título de campeão paraense de futebol. Naquele ano, o Norte Club realizava uma boa campanha e precisava vencer o Guarany para forçar uma partida extra com o Grupo do Remo. Após o empate em 1 a 1, os integrantes do Norte Club, inconformados, solicitaram à Liga Paraense de Foot-Ball a anulação da partida, devido a diversas irregularidades. Porém, a diretoria da Liga Paraense de Foot-Ball julgou improcedente o recurso.

A decisão não agradou nem um pouco aos integrantes do Norte Club, que decidiram então criar um movimento, sob a liderança de Hugo Manoel de Abreu Leão, para a fundação de uma nova agremiação, mais forte, para poder enfrentar em igualdade de condições os seus adversários. Este movimento não agradava aos integrantes do Grupo do Remo, os quais tentaram persuadir Hugo Manoel a abandonar a idéia.

No dia primeiro de fevereiro de 1914, o jornal O Estado do Pará fez a convocação para a reunião da fundação do novo clube. A convocação feita pelo jornal surtiu efeito, fazendo com que comparecessem à reunião 42 desportistas, muitos dos quais eram integrantes do Norte Club, além de outros de agremiações diferentes, como, por exemplo, do Internacional Sport Club, ou Recreativa. Por unanimidade, a assembléia escolheu Hugo Leão para presidir os trabalhos. Como líder do movimento, ele propôs a denominação de Paysandu Foot-Ball Club para a nova agremiação. O nome foi escolhido em homenagem ao feito glorioso e heróico da Marinha de Guerra Brasileira ao transpor o Passo do Paysandú, na guerra contra o Paraguai. A sugestão de Hugo Leão foi motivo de acirrado debates na assembléia, que logo se dividiu em duas alas: uma a favor e outra contrária, a qual propunha o nome de Team Negra Foot-Ball para a nova agremiação. Feita a votação, registrou-se a vitória da denominação de Paysandu Foot-Ball Club.

Escolhido o nome, a assembléia elegeu o primeiro presidente, Deodoro de Mendonça, que encabeçou a diretoria durante o ano de 1914. Foi escolhida também a comissão destinada a redigir os Estatutos do Clube, recaindo a escolha nos nomes de Deodoro de Mendonça, Eurico Amanajás e Arnaldo Morais. No início da década de 1920 o Paysandu passou a ter hino oficial. A letra é do poeta José Simões, enquanto que a música foi feita pelo professor Manuel Luis de Paiva.

Campeão invicto

Treinado inicialmente por Alfredo Gama e nos jogos finais por Nagib Coelho Matni, o Paysandu conquistou o título de pentacampeão paraense de futebol, na temporada de 1947. O Esquadrão de Aço realizou esplêndida campanha, sagrando-se campeão invicto, e por antecipação, ao derrotar o Remo por 2 x 0 em seu penúltimo compromisso na competição, na data de 21 de dezembro de 1947. O Papão jogou oito partidas, com sete vitórias e um empate. Seu ataque marcou 27 gols e sua defesa deixou passar somente 7 gols, com saldo positivo de vinte gols. O centroavante Hélio foi o artilheiro do Paysandu e do campeonato com onze gols. Sóia fez 4, Rivas, 4, Dengoso, 2, Hosana, 2, Brias, Guimarães, Adimar e Conde (zagueiro da Tuna), contra, 1 gol cada.

O time base da campanha e que jogou a penúltima partida: Aluísio, Bendelaque e Rafael Bria; Pedro, Manoel Pedro e Taco; Hosana, Dengoso, Hélio, Guimarães e Soiá. Tomaram parte na conquista do pentacampeonato outros atletas: Simeão (goleiro); Anthenagoras e Jesus (zagueiros); Adinamar (centromédio); Farias, Aracati e Rivas (atacantes). Na partida final, contra o Transviário, vitória do Paysandu por 9 a 1. A diretoria pagou, a cada atleta, o bicho de CR$1.000,00, e, em campanha entre os torcedores, arrecadou-se uma boa soma, que rendeu a cada atleta mais CR$500,00 de premiação. Pela conquista do título, o Paysandu recebeu o Bronze Belas Vitórias, oferta de uma firma de Belém do Pará.

Copa dos Campeões e Libertadores da América

Campeão Brasileiro da Segunda Divisão em 2001, o Paysandu ganhou no ano seguinte a Copa dos Campeões, competição que reunia os melhores colocados nos torneios regionais. Nas finais, o Paysandu passou pelo Cruzeiro. A conquista classificou o Paysandu para a Taça Libertadores da América de 2003.

Graças ao inédito título da Copa dos Campeões em 2002, o bicolor paraense disputou o mais importante torneio de futebol das Américas, envolvendo os melhores clubes, da temporada anterior, de países como Argentina, Uruguai, Chile, Bolívia e Paraguai. O Brasil, nesta edição, estava representado, além do Paysandu, por Santos (campeão brasileiro de 2002), Corinthians (campeão da Copa do Brasil de 2002) e Grêmio (terceiro colocado no campeonato brasileiro de 2002, recebendo a vaga que seria do vice-campeão, o Corinthians, por este já ter se classificado com o título da Copa do Brasil).

O bicolor do Pará era treinado por Darío Pereyra, e tinha, em seu elenco, jogadores como o atacante Róbson (Robgol), Iarley, Sandro Goiano, Vélber, dentre outros. O Paysandu participou na primeira fase figurando no grupo 2, ao lado de Cerro Porteño, Sporting Cristal e Universidad Católica. Após 4 vitórias e 2 empates, o Papão terminou na liderança do grupo, com 14 pontos. Teve a terceira melhor campanha nesta fase, atrás apenas de Corinthians e Santos.

Na segunda fase, enfrentou o Boca Juniors, tradicional clube argentino, até então dono de 4 títulos na Libertadores, e que terminou a primeira fase na segunda colocação do grupo 7, com 11 pontos. Na primeira partida, realizada na Argentina, Estádio La Bombonera, o Papão surpreendeu mais uma vez, vencendo por 1 x 0 (gol de Iarley). Porém, o ótimo resultado desta partida foi revertido pelos experientes argentinos, que venceram a partida de volta, realizada em Belém do Pará, por 4 x 2.

Com apenas uma derrota, o Paysandu encerrou aquela que é, até hoje, sua única participação neste torneio. Na classificação final, ficou com a 9a. colocação. O atacante Róbson (Robgol) foi o terceiro maior goleador da competição, com 7 gols. E o clube responsável por esta derrota e pela eliminação do Papão, o Boca Juniors, acabou sagrando-se campeão da Libertadores naquele ano, eliminando, no decorrer do torneio, Cobreloa, América de Cali e Santos respectivamente.

Símbolos e Títulos

Estádio Leônidas Castro (Curuzu)

Adquirido pelo Paysandu no término de Julho de 1918, por 12 conto de réis, está localizado na Avenida Almirante Barroso, também conhecido como Curuzu tem a capacidade para 12.500 espectadores. O Estádio entrou este ano em reforma geral com ampliação prevista para 14.000 espectadores, com 40 camarotes refrigerados, 1.800 cadeiras cativas, tribunas de honra, e arquibancadas numeradas conforme preceitua o Estatuto do Torcedor. A Curuzu deu bons momentos para o paysandu e recebeu muitos e importantes jogos , como a final do Brasileirão da Série B de 2001 e dentre outros jogos.

Estádio Leônidas Castro (Curuzu)

Títulos

Nacionais
  • Campeonato Brasileiro Série B: 2
(1991, 2001)
  • Copa dos Campeões: 1
(2002)
Regionais
  • Copa Norte: 1
(2002)
Estaduais
  • Campeonato Paraense: 44
(1920, 1921, 1922, 1923, 1927, 1928, 1929, 1931, 1932, 1934, 1939, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947, 1956, 1957, 1959, 1961, 1962, 1963, 1965, 1966, 1967, 1969, 1971, 1972, 1976, 1980, 1981, 1982, 1984, 1985, 1987, 1992, 1998, 2000, 2001, 2002, 2005, 2006, 2009, 2010)

Escudo e Mascote

O escudo é alviceleste, com 3 as iniciais, P-S-C, se referindo ao Paysandu Sport Club. Na parte inferior, existe um pé alado (com asas), pois dizia que: A velocidade do 'team' jamais seria igualada ou superada por seus adversários, pois chegaria aos limites do voo. Na parte superior, a duas estrelas douradas, uma em cada canto, a da esquerda simboliza o Campeonato Brasileiro Série B de 1991 e a da direita o Campeonato Brasileiro Série B de 2001. Entre elas tem uma Taça, que simboliza a Copa dos Campeões de 2002. Acima da Taça, encontra-se uma bandeira, é a Bandeira do Pará

O mascote do Paysandu Sport Club foi criado em 1948 pelo jornalista Everardo Guilhon com o codinome de bicho-papão. A inspiração do jornalista baseou-se no temor que o esquadrão de aço, como era conhecido o time do Paysandu naquela época, passava aos seus adversários no campo de jogo. No decorrer do tempo, ficou conhecido como o famoso Papão da Curuzu, o maior papão de títulos de futebol do Norte do País. A aparência do mascote é de um Lobo, vestindo a camisa e o short do clube, com meião e chuteira, segurando uma bola de futebol na mão esquerda, e fazendo sinal de "beleza" com a mão direita.

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